Primeira papinha salgada da minha bebê

Domingo começamos a dar papinha salgada para a Victoria. No sábado ficamos um tempão na cozinha preparando as papinhas. Foi bem cansativo e não ficaram legais.

Eu não sou de cozinhar e só gosto de fazer doces, bolos, biscoitos, ou seja, sobremesas. A pediatra passou uma receita, mas achei que a quantidade de água foi exagerada e a papinha ficou mais para sopinha.

Primeiro dia

Comecei dando a papinha de beterraba com mandioquinha e abobrinha. Na verdade, o meu marido deu as primeiras colheradas e ela até que comeu. Do nada começou a chorar, mas chorou muito. Com a chupeta ela se acalmou, mas depois chorou demais. Desistimos e demos a mamadeira com o leite. Foram umas 5 colheradas. Fiquei super tristinha.

Eu não gosto de dar o leite quando ela não come a papinha, porque ela pode começar a associar o choro de não querer a papinha com: “Oba, meu leitinho quente está chegando!” Só dessa vez que eu dei.

Segundo dia

No segundo dia, dei a mesma papinha. Só que dei um jeito de melhorar a consistência. Passei a papinha na peneira sem usar nada. O líquido que passou pela peneira eu desprezei e o que ficou na peneira eu passei de volta para o pratinho. Ficou mais pastoso. Também coloquei um pouco de sal.

Assim que ela provou a papinha começou o choro. Levei ela pra cozinha com o Bumbo e coloquei ela sentada nele. Deixei ela segurar a colher e colocar na boca. Tudo bem que ela errava tudo e a papinha foi sujando a parede, chão, porta. Uma delícia! Desse jeito ela nem ligava para o gosto da papinha. E se eu molhasse a chupeta na papinha e desse para ela, ela também não reclamava.

É muito difícil descobrir o porquê dela não querer comer. Se é o sabor, a consistência, a temperatura da papinha, o dentinho que está para nascer… É um mistério. E nós, mães, temos que tentar adivinhar. A gente tinha que receber na maternidade uma Bola de Cristal, isso sim seria super útil!

Eu sei, que fiz de tudo nesse segundo dia. Cantei musiquinha, coloquei ela no meu colo, assoviei e no fim ela terminou de comer, não deixou nada. Olha, eu levei 1 hora dando a papinha. Ela comeu no automático. Achei que o terceiro dia seria mais fácil.

Terceiro dia

Foi só um pouco mais fácil. Dei o mesmo sabor e ela começou comendo um pouco e depois mais choro. Liguei a tv e coloquei um desenho que tenho gravado que ela gosta de ver. Ela ficou um pouco distraída e foi comendo. Mais uma hora de papinha no ritmo: choro, chupeta, colheradas, choro, chupeta, colheradas. Eu acho horrível ter que usar desenho e várias artimanhas para a minha filha comer.

Quarto dia

Dia de mudar o sabor da papinha. Meu pensamento: Quem sabe ela gosta mais desse novo sabor e vai ser tudo diferente! Doce ilusão. Foi cenoura com chuchu e batata. Essa estava até um pouco melhor que a outra. Mas voltei para o primeiro dia. Ela não quis comer de jeito nenhum. Comeu algumas colheradas e chorou horrores.

Me revoltei. Minha vontade era jogar essas papinhas no lixo. Ela ficaram muito mais ou menos. Nem eu ia gostar de comê-las, imagina um bebê que está iniciando no mundo dos sabores.

Meu marido já tinha comprado mais músculo para fazer mais papinha e ontem eu resolvi fazer outro sabor. Escolhi usar abóbora (é mais doce e falam que é mais fácil o bebê gostar), batata e abobrinha. A base foi a abóbora. Coloquei mais abóbora e menos batata e abobrinha. Usei menos água dessa vez. A papinha ficou com consistência de purê. Meu marido gostou bastante do sabor.

Esperanças renovadas para o quinto dia.

Quinto dia

Contando os minutos para chegar o horário do almoço da Vic. Deixei ela dormir bastante para não ficar cansada. Assim já elimino o sono da lista de motivos “Porque ela não comeu”. Ela acordou e eu deixei ela se espreguiçar, conversei com ela, ela riu. Meus pensamentos: Pronto! Está feliz e vai comer tudo! Por favor, ela tem que gostar dessa papinha. Vou ficar maluca!!!

Comecei a dar a papinha e ela fez uma carinha esquisita. Eu só ficava pensando: “Não chora, não chora, não chora”. Ela comeu um pouco, um pouco bem substancial. Não foi pouquinho. Mas começou a colocar a mão na boca a se mexer e a reclamar. Indícios de um choro vindo por aí. Tirei ela do carrinho e coloquei no meu colo. Não adiantou. Começou a chorar. Liguei a tv no desenho. Meu pensamento: “Mas você não tinha dito que não ia mais ligar a tv para ela comer? Ah, só mais uma vez, né?” Ela ficou vendo o desenho e consegui dar mais umas colheradas. Mas voltou a chorar. Fui na cozinha, esquentei a papinha outra vez e coloquei sal. Estava testando sem sal dessa vez. Surpresa! Ela finalmente abriu a boca para comer, poque antes eu tinha que ficar implorando com a colher nos lábios dela. Comeu várias colheradas seguidas e depois eu esquentei mais um pouco e ela até chorou, mas dessa vez foi o choro que me deixa feliz! Ela queria que eu fosse mais rápida nas colheradas.

Meu pensamento final: “Será que amanhã eu dando a papinha mais quente e com sal ela vai comer sem chorar?”

Mas vamos a receita que parece que é a que deu certo.

Papinha de abóbora com batata e abobrinha

Ingredientes:

  • 200g de músculo
  • 2 fatias grossas de abóbora picada em cubos (eu acho que ficou umas 3x a quantidade da abobrinha)
  • 1 batata pequena picada em cubos
  • 1 abobrinha pequena picada em cubos
  • 600ml de água

Modo de preparo

  • Colocar o músculo com água filtrada na panela em fogo brando por 50 minutos.
  • Colocar a abobrinha, abóbora e a batata por aproximadamente 15 minutos. Esse tempo pode variar. Na verdade, você tem que verificar se os ingredientes estão desmanchando.
  • Desprezar a carne
  • Passar o restante na peneira
  • Colocar uma pitada de sal. (Coloquei bem pouco, menos da metade de uma colher de chá)

 

 

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